Como está o seu pote?

Estive pensando sobre tudo que me aconteceu nos últimos dois anos, e achava que uma ventania seria suficiente para levar dores, mágoas, erros e a cruz que decidi carregar. Nem sempre os meus amigos concordam com isso, mas acredito que não foi a ventania que levou o peso que eu senti, mas as minhas escolhas. Continue lendo

Amiga íntima das crônicas|| Marcas de amor

Um garoto chamado Helger acabara de mudar-se para uma nova cidade, ansioso para seu primeiro dia de aula ele corre o mais rápido que consegue para chegar ate lá. Ao chegar na sala, ele percebe que os colegas agem de modo indiferente com ele, pois o mesmo carregava em seu rosto uma marca de uma queimadura enorme. Com o passar dos dias, ele se sente mais triste ainda, porque seus colegas de sala zombam dele e até se afastam dele quando ele está presente. 
Os alunos então decidem falar com os professores para propor a diretoria que Helger seja o último a chegar e o primeiro a sair da sala de aula, porque ninguém queria vê-lo. Sendo ele o último a chegar, sentaria lá atrás e sendo o primeiro a sair ninguém o veria. Os professores vendo que tal proposta era absurda, levaram o caso do tal garoto até a diretoria, concordaram então, em dar voz ao pobre garoto, para que ele pudesse falar com os seus colegas e resolver estes problemas.
Ao fim da aula da sexta, Helger decide contar aos seus amigos a história daquela queimadura enorme:
Eu vim de uma cidade aqui perto, me mudei para cá, porque faz alguns meses que a minha casa pegou fogo e infelizmente tudo foi destruído. Era madrugada, saímos as pressas, salvando o que podíamos. Ao sairmos, percebemos que nossa irmã mais nova ainda não tinha saído, então corri pra buscá-la. Minha mãe gritava nossos nomes e chorava muito, entrei na casa e a encontrei sentada num canto quase sem saída. Peguei ela nos braços e a agarrei com força, mas na hora em que a levantei, um pedaço de madeira em chamas ia cair sob minha irmã, rapidamente, a protegi; mas fui atingido. O meu rosto… no meu rosto! Sai com ela depois, só então pude ver o quão meu rosto estava queimado.
Eu sei que esta marca é bem feia, mas felizmente é uma marca de amor, todos os dias quando chego em casa da escola, chego triste por vocês zombarem de mim, mas quando vejo a minha irmã ela sempre me abraça forte e beija o meu rosto e isso me deixa muito feliz.
Ao final, Helger se depara com seus colegas de sala em silêncio, pensativos sobre o quanto tinham sido duros com seu colega.
Todos nós carregamos marcas de algo ruim em nossas vidas, marcas que se talvez fossem físicas e expostas seriam tão feias quanto as de uma queimadura. Poucas são as marcas de amor que carregamos, mas tem um alguém, que um dia carregou todas as nossas marcas e dores por nós, alguém que teve em seu corpo as piores marcas físicas da época, que foi tratado das piores formas somente por amor…para livrar-nos dos caminhos maus. 
Verdadeiramente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Que nesses dias nós venhamos refletir sobre o amor de Cristo para conosco, um amor único e insubstituível, o amor de alguém que morreu pra nos dar vida, um amor que não nos decepciona, que sejamos apaixonados por nosso Deus, e que essa paixão transforme nossa vida, e que a exemplo DELE possamos amar uns aos outros e caminhar confiantes de que o amor do pai nos garante eternidade.

Amiga intima das crônicas || Ponto de ruptura

Um parto normal está dentre um dos maiores medos femininos, é algo que há quem diga que não suportaria outra vez e realmente passa a não ter mais filhos. Há quem diga o mesmo e tenha outros filhos em seguida da mesma forma. Há quem diga que nem é tudo isso, e que aguenta a barra por algumas horinhas por uma causa maior.
A dor é algo que o ser humano ainda não sabe bem como lidar, seja ela física ou psicológica; e durante o parto as duas entram em ação, de um lado contrações fortes, o suor, a agonia que aumenta a cada hora que se passa, e do outro lado o medo…o medo de não conseguir, o medo de que aconteça algo com o filho que você espera ou com você mesma, o medo por entender que apesar de existir algumas coisas que são padrões durante o parto, ainda sim, todo corpo se comporta de uma forma diferente frente a cada situação. 
Quanto mais se aproxima a hora da chegada do bebê, quanto mais aumentam as contrações e dilatações maior o desespero. Em alguns caso,s as mulheres querem desistir, acham que não aguentam, estão quase lá, um empurrãozinho e pronto, mas é tão sufocante e acham que não há possibilidade de prosseguir com aquela conduta.
No final é sempre o mesmo: felizes, com o filho em seus braços , orgulhosas. Elas sempre dizem:
“Quando penso que não aguentaria, eu aguento. Quando eu penso que estou fraca, ai é que sou forte, vale a pena lutar tanto, vale a pena o sufoco, vale a pena não dar pra traz e desistir. Quando pensar que não consegue, quando se ver desesperada a um nível absurdo, é porque falta bem pouco, tão pouco que só dará tempo de piscar os seus olhos.”
Você suportaria quanto?