Como está o seu pote?

Estive pensando sobre tudo que me aconteceu nos últimos dois anos, e achava que uma ventania seria suficiente para levar dores, mágoas, erros e a cruz que decidi carregar. Nem sempre os meus amigos concordam com isso, mas acredito que não foi a ventania que levou o peso que eu senti, mas as minhas escolhas.

Frases de incentivo, preceitos diários, receitas prontas para a felicidade é tudo o que se vê, tudo que se tem, hoje, na internet. Mas por que continuei vazia? Acho que estava esperando o biscoito certo para encher o pote, e não deu certo. Não conseguia ver que o amor do qual eu precisava naquele momento era o próprio.

Existe uma casa dentro de você chamada coração. Pense em quantas pessoas entraram nela! Pensou? Agora separe aquelas que ti fizeram felizes, aquelas que te machucaram e até mesmo aquelas que bateram na porta, mas não entraram. Você se sente cheio? Tenho certeza que ainda se sente vazio, mesmo olhando para as pessoas que te fizeram felizes. De todas as pessoas que bateram e ficaram, uma única você não permitiu que entrasse: você mesmo. É isso, você mesmo!

Amor próprio não é o mesmo que egoísmo. Amar a si mesmo é encher seu pote: com seus sonhos, com suas frustrações, com seus defeitos e com suas qualidades. E no final, saber que você é essencial para você e só então, para o mundo que ti cerca.

Agora, vem cá. Quantas vezes você matou a si mesmo? Como assim matar a si mesmo? Deixar seu bem-estar de lado, seus sonhos, seus medos, abdicar do seu futuro, para cuidar do futuro de alguém que você pensou amar, mais do que a si mesmo. Ah, chegou a matar seu próprio ego, não é?! Sim, eu sei que é doloroso, mas se o seu pote fosse preenchido da maneira que eu te falei, a dor fosse menor.

Foi nesse momento que eu esperei que a ventania varresse as minhas escolhas. E eu me frustrei. Ela só varreu a poeira deixada pelas minhas lágrimas, que virou minha única lembrança. Entrei em um poço e achava que não iria sair. Esperei por ajuda. Tive algumas. Eram temporárias. Da mesma forma que chegaram, partiram. Eu sei, elas tinham seus próprios potes para encher.

O que precisei enxergar? Que eu mereço a minha própria companhia. Que nem sempre ter alguém do lado, significa estar cheio. Até nesses momentos, estive vazia. E foi nesse momento que me enchi de amor próprio.

Uma luz antes apagada agora acende. Ela quis brilhar por conta própria. Esse brilho é tão importante, quanto a garotinha(o) que chorava dentro de mim. Hoje ela não espera por algo ou alguém para ser feliz, pois ela já é. E, quando os dias frios batem, ela irradia luz para se aquecer.

Esse pote está cheio. Cheio de amor próprio, que agora tem permitido sorri quando entram e saem pessoas dele. Afinal, do que o seu pote está cheio?

Um xero enorme no seu potinho, chamado coração!

8 comentários em “Como está o seu pote?”

  1. Essa foi uma leitura que me tocou de verdade. Encher os nossos corações de nós mesmos é uma tarefa tão difícil quando estamos afogados em um poço fundo de tristeza… Mas, sem dúvidas, é o caminho certo a ser tomado

    1. Nunca é uma tarefa fácil, principalmente, quando estamos em mar aberto nos afogando. Sem dúvidas, as escolhas no agora farão toda a diferença para voê miga!

    1. Conversar contigo e com a Ju sempre me deixa bem. Você é uma pessoa incrivel, Bru que merece ser conhecida pelo mundo, amo tanto o seu trabalho. O minimo que posso fazer é ouvir sempre que você precisar!

  2. Que coisa mais linda de se ler! A coisa mais importante na nossa vida merece ser nossa própria vida. Nossas experiências e nossa alma. Você me emociona com suas reflexões Amanda!
    Beijinhos!

    1. Sem dúvidas Evany! Estar satisfeito com nossa presença não tem preço, e estar bem com a nossa alma nos torna ainda mais capazes de seguirmos, mesmo sozinhos!

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