Resenha- Extraordinário

 

Quando a editora Intrínseca lançou esse livro a alguns anos, eu não imaginava que teria uma repercussão tamanha. Crianças do mundo todo pararam para assistir e se sensibilizar com a história do Extraordinário August Pullman. Hoje, o livro é um dos mais vendidos no mundo. Aparece na lista de indicações das leituras escolares. E eu não vejo a hora de permitir que os meus alunos, do próximo ano, conheçam essa história maravilhosa.

“É engraçado como às vezes nos preocupamos muito com uma coisa e ela acaba não sendo nem um pouco importante.”

Livros: Extraordinário
Autor: R.J. Palacio
Editora: Intrínseca 
Páginas: 320

 

August é um garotinho de apenas 10 anos, mas já passou por tanta coisa. Ele nasceu com um a deformidade facial que o fez passar por mais de vinte cirurgias. Seus pais, os Pullman’s, vivem para que seu pequeno tenha as melhores coisas da vida. A mãe de Auggie nunca escondeu o medo de como as pessoas iriam tratar o seu pequeno, por isso o educou em casa- pelo tempo necessário. Olivia ou Via como era chamada é a irmã mais velha, sempre dedicou do seu tempo para August. Essa é a história de uma família unida, e mesmo com todas as dificuldades souberam lidar com o peso do preconceito.

“A grandeza não está em ser forte, mas no uso correto da força… Grande é aquele cuja força conquista mais corações pela atração do próprio coração.”

Chega um momento que todos nós precisamos nos socializar, e essa é uma das situações mais difíceis para toda a família. Auggie visita sua futura escola, mediado por seus possíveis colegas de turma. Alguns deles, olha diferente para ele. O mais cruel não tem medo de perguntar sobre a sua deficiência. O garotinho muito corajoso responde sem medo, e para sua surpresa Jack Will ri da sua resposta e mal sabiam que dali em diante começaria uma linda amizade.
Essa obra foi a minha favoritada no ano de 2016, e é bem engraçado reler nesse momento. Lembro que me desfiz do primeiro livro por uma boa causa. Uma aluna me falou que queria muito ler, mas não tinha condições para comprar. Então a presenteei com essa leitura, e hoje a garotinha (já crescida) tem sua estante de livros.

“Deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós.”

Acredito no poder da literatura, e quando incentivamos as pessoas a nossa volta. Essa é sem dúvidas uma boa leitura para começar a criar o hábito de leitura, porque a autora conversa conosco através de um garotinho de 10 anos. Não há como não sentir na pele o que ele passa, as provocações dos seus colegas, ou a ideia cruel de não poder ser “normal” pelo simples fato de não ter um rosto. Mas… ele tem! August nos mostra que não podemos julgar o livro pela capa, pois só conhecendo a sua história é possível opinar, com cuidado, sobre ela.
E mais uma vez, a releitura desse livro me arranca lágrimas. Sem dúvidas foi um dos melhores livros lançados pela editora intrínseca, por todo cuidado na revisão, uso simples das palavras e por nos oferecer uma mensagem humanizadora de mundo. Portanto crianças, essa recomendação vai para você ler junto com seus pais e entender que o mundo é um lugar que abriga todas as diversidades!
E se você, assim como eu já leu a obra. Aconselho a assistir o filme. Vale a pena!

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5 comentários em “Resenha- Extraordinário”

  1. Oi Amanda!
    Não li o livro, mas assisti o filme que foi bastante emocional, foi uma mistura de sentimentos que não tem como descrever o Auggie sofreu muito com os preconceitos, mas o que prevaleu foi o caráter e amor dele e por ele. Parabéns pela resenha fiquei com vontade de ler esse livro, vou anotar aqui, obrigado pela dica. Bjs!

  2. Eu quero muito ler esse livro, mas ainda não tive a oportunidade. São muitos livros na lista de futuras leituras, mas vou tentar lê-lo este ano. Imagino que irei me emocionar muito. Mesmo sem ainda ter lido fico tocada pelo esforço da família do protagonista, tentando dar uma vida normal a ele e protegê-lo da crueldade do mundo, mas sem impedi-lo de ter as experiências comuns da infância, como a socialização com outras crianças.

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