07/07/2018

Resenha || Ponto Cego, Débora Aviaras





Título: Ponto Cego - É Possível O Renascimento de Uma Alma?
Autora: Déborah Aviaras
Páginas: 236
Editora: Bezz



Hector Samaris não herdou somente um banco, como também a frieza e o domínio da família paterna. Aos 35 anos se desfaz de qualquer laço sentimental, com exceção de sua estimada mãe, e mantém o controle com um punho de ferro, pois para Hector, tudo pode sob seu domínio, e o que não, nada como o dinheiro para contornar a situação.

Até que Hector vê-se com o ego pisoteado e humilhado por uma baixinha morena e de olhos verdes que lhe estapeia e esmurra em seu próprio local de trabalho sob a acusação de ser responsável pelo suicídio de seu pai, após perder a casa hipotecada por seu banco. Mas Hector é um homem prático, capitalista e que possui uma obsessão por estar no poder, e logo não tarda procurar a garota para vingar-se da humilhação.

Rachel Gilbert é descendente de brasileira, com pai estadunidense, mas bastante integrada à comunidade católica brasileira, e logo, à caridade, e é nesse pretexto que Hector procura Rachel, para oferecê-la uma proposta que possa ajudar não somente a ela, mas a outras pessoas que estejam com seus micronegócios em falência, na tentativa de mostrar um lado não visto por ela e conseguir as suas desculpas pelo ato.

Rachel, em seu primeiro contato amaldiçoa Hector e lhe diz que existe algo que o dinheiro e seu poder não poderia comprar, e que por causa disso viveria um inferno; algo que ele não esperava ao ter seu frio coração conquistado pela garota, frente a sua necessidade de subjugá-la, assim como a chegada de uma doença que mudará completamente a sua vida, e levará-o ao céu, como também ao inferno.

Sobre o livro juntamente com as minha impressões inicio falando três coisas: 1) o livro tem muitas características de clichê, mas é muito viciante, e não é tão clichê assim porque sofri muitos baques não esperados nessa leitura; 2) Hector, com todo o meu coração digo isso, é o personagem literário mais canalha que já conheci em toda essa trajetória. Todas as artimanhas que esse ser humano se utiliza de manipulação.... minha vontade, às vezes, era de esmagar a cabeça dessa criatura no chão. Até que percebi que Hector tinha uma doença psicológica, algo que falarei mais a frente. E 3) esse livro lhe leva ao céu, como também ao inferno, algo que falarei também sobre.

Quanto a Hector, iniciei carrancuda com o personagem pela forma como ele trata as mulheres, através da narração que é feita pelo próprio personagem. A sua conversinha sobre "pegar", se divertir com a "mulher errada", nossa, fiquei logo com asco do personagem. E então chega Rachel, e juro que tentei me controlar porque sabia que ela seria a famigerada "redenção" amorosa dele e era "previsível" o que iria acontecer (paixão na certa), mas ainda assim me peguei com um sorriso bobo por causa desses dois, e esse foi meu céu.

Até que a autora sai da previsibilidade e lhe dá uma lapada com relação a doença de Hector, e não,não tentem adivinhar. Da mesma forma que estava tentando olhar os lados positivos de Hector, passei a odiá-lo com toda a minha força, porque esse homem.... não sei teria a mesma capacidade de Rachel para perdoá-lo por toda a sua obsessão e possessão, tanto por poder, quanto por seu amor; e ao meu ver, houve momentos em que a relação foi abusiva e me deparei com o fato de que o personagem precisava de ajuda psicológica, pelas coisas que fazia, e a ausência de culpa. Mas eis que a autora introduziu uma ajuda psicológica ao personagem, porém gostaria de um maior desenvolvimento quanto a isso, devido ao caráter de Hector, sua arrogância, egocentrismo e manipulação de vidas alheias sem culpa.

Ponto Cego é um livro ao qual não sei opinar se foi uma boa leitura, ou ruim, pelo tanto de raiva que senti de Hector. As estrelas são pela leitura viciosa proporcionada, pela surpresa de ser contrariada quanto à previsibilidade que eu acreditava prever, e quanto a montanha russa de emoções que somente Hector e Rachel, diante de suas manipulações, puderam me proporcionar.

Ops, quase me esquecendo, quanto a diagramação, parabenizo a editora pelo espaçamento e letras grandes, assim como a abertura dos capítulos, mas preciso dizer que esta pecou na ortografia.



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